
Uma característica das realidades apresentadas por Grof (Psicologia do futuro) e Castaneda (A erva do diabo e Uma estranha realidade) é a presença de elementos constitutivos próprios da experiência. Tais elementos se repetem em ocasiões seguidas nos atendimentos de Grof a seus pacientes, e são consensuais numa comunidade, no caso dos feiticeiros do México. Se Castaneda narra sua experiência em primeira pessoa, Grof baseia-se em inúmeros casos clínicos passíveis de classificação, comparação e de compartilhamento.
A moral, de importância destacada na ciência que estuda a mediunidade, apresenta-se aqui também como indispensável, e o desinteresse por vantagens pessoais de cada cientista é a garantia da legitimidade e veracidade dos resultados.
Afinal, para falar em comunidade científica, o que está implícito na noção de conhecimento científico, temos de pensar num ambiente que estimule a ética, a cooperação, o compartilhar, que leve ao aperfeiçoamento das concepções particulares numa somatória de conhecimentos que se torne um empreendimento coletivo. Lembrando Maturana, em Emoção e Linguagem na Educação e na Política, vemos que o ambiente de competição não é propício ao estabelecimento das bases de uma ciência, mas a solidariedade tende a favorecer seu progresso.
Ao cooperar e compartilhar, torna-se possível sair de um único ponto de vista para encontrar afirmações consensuais que constituirão nossas hipóteses, teorias e leis científicas. Poderemos falar então de uma ciência que enxerga além da matéria sem devanear, sem delirar, mas baseada em percepções além dos cinco sentidos físicos.
A moral, de importância destacada na ciência que estuda a mediunidade, apresenta-se aqui também como indispensável, e o desinteresse por vantagens pessoais de cada cientista é a garantia da legitimidade e veracidade dos resultados.
Afinal, para falar em comunidade científica, o que está implícito na noção de conhecimento científico, temos de pensar num ambiente que estimule a ética, a cooperação, o compartilhar, que leve ao aperfeiçoamento das concepções particulares numa somatória de conhecimentos que se torne um empreendimento coletivo. Lembrando Maturana, em Emoção e Linguagem na Educação e na Política, vemos que o ambiente de competição não é propício ao estabelecimento das bases de uma ciência, mas a solidariedade tende a favorecer seu progresso.
Ao cooperar e compartilhar, torna-se possível sair de um único ponto de vista para encontrar afirmações consensuais que constituirão nossas hipóteses, teorias e leis científicas. Poderemos falar então de uma ciência que enxerga além da matéria sem devanear, sem delirar, mas baseada em percepções além dos cinco sentidos físicos.




