Por Rita Foelker
Ontem conversei sobre isso ao telefone, pela manhã, e mencionei algo num dos programas que gravamos.
É um fato que nada ou muito pouco sabemos sobre lidar com nossas emoções. Mas não menos óbvio é que vivemos à merce delas, por falta de conhecimento.
Não sei muito sobre isso, mas vou falar da maneira que sei. Emoções não são entidades abstratas, não. Grosso modo, elas são respostas de nosso organismo a certas situações, por meio substâncias que o cérebro produz em razão de pensamentos. Alegria, tristeza, raiva e medo são as mais comuns.
Exemplo: Penso que um amigo vai chegar = fico alegre. Penso que um amigo vai embora = fico triste.
E esses estados resultam em outras reações orgânicas: coração acelera, estômago dói, pressão sanguínea se altera, lágrimas escorrem dos olhos...
As emoções são estados passageiros. Mas nós nos apegamos a elas, e é aí que está o nó da questão. Esperamos conseguir agarrar e segurar os estados "alegres" e evitamos pensar nos estados "tristes" ou "medrosos", fazendo de conta que não existem. Só a perspectiva deles já nos inquieta.
E este apego se torna um problema, porque então passamos a desejar que nosso amigo chegue e a desejar que ele não vá embora. Queremos que as coisas ocorram de modo a satisfazer nosso desejo. Mas, como não comandamos estas circunstâncias, oscilamos de acordo com os acontecimentos, perdendo a paz íntima. Vivendo na gangorra emocional.
Isso não tem nada a ver com felicidade. Felicidade acontece em outro nível de Ser, mas não quero falar disso agora, pra não esticar.
Observe. Veja se com você também é assim. Saia da gangorra e observe como ela se movimenta. Observe você podendo estar fora da gangorra. Eu acho que perceber como isso funciona ajuda a sofrer um tanto menos...
(E escolhi uma imagem do Buda Siddhartha Gautama, porque ele é uma estrela no horizonte que contemplo, representando uma meta distante... mas, certamente, não impossível.)
Vídeo - Espiritismo e Educação
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