Por Rita Foelker
Sou fascinada por essa arte linda que enfeita a gente. Aprendi um pouco e fiz umas peças bacanas, noutros tempos. Era gostoso usá-las e me animava quando vendia. Nada muito complexo, mas vistoso...
E ainda passo tempo pegando meus brincos que cansei de usar e reciclando, porque guardei meus alicates, algumas contas, sementes e fios. Às vezes, compro, ganho, acho conchas, penas...
Agora, vou falar! Tem umas peças que são geniais. Esse modelo de anel, por exemplo, não fui eu que fiz. Veio de São Luiz, depois de um longo papo com o artesão (outra parte da coisa toda que eu amo: o papo, a negociação, levar ou não).
O anel tem a característica da ser feito de um único pedaço de arame, curvado de um jeito tão especial que pode até confundir os olhos. Você precisa olhar bem, pra perceber que é uma coisa só que vira, passa pelo meio, arredonda, sai do outro lado...
Que nem a vida, essa onda que não se desprega do mar, única, incrível, arriscada e surpreendente, de que sou testemunha e protagonista. Essa vida inédita que só eu vivi e vou vivendo.


.jpg)




