
Frases me capturam como águias, algumas vezes. Sinto suas garras afundando nos meus ombros e me levando para o alto. Já fui capturada por frases de Fernando Pessoa, de Hermann Hesse, de Thoreau... Inescapáveis.
Sou algumas vezes capturada por versos de músicas, como o de Zé Ramalho que dá título ao meu blog.
Já fui capturada por frases musicais de Jimmy Page...
Agora quero viajar com uma de Der Meister, do Rammstein, a que dá o título a este post e que poderia ser traduzida como "a verdade é um coro de ventos".
A imagem do coro de ventos soa muito forte para mim. Primeiro, porque um coro é formado de vozes e vozes dizem coisas. Falam, gemem, protestam. Segundo, porque ela revela o movimento da Natureza em harmonia, algo que se sente e se ouve mas é difícil de descrever exceto em termos de intensidade. A verdade pode ser intensa como um soco no estômago ou um tapa na cara, mas pode ser suave como água morna ou assovio de passarinho. Embora seja sempre verdade, aquilo que É, inevitável. Inescapável como garras de águia.
É verdade que amor é fundamental na vida, É verdade que saudade dói, É verdade que medo não protege ninguém de nada, É verdade que há tanto que aprender... Ninguém precisa me provar nada disso, eu apenas sei.
Há tempos que a filosofia das academias diz ter abandonado a busca da verdade. Hoje, estou inclinada a pensar que a verdade não é e nem pode ser a meta da filosofia, pois não se tem acesso à verdade mediante pensamentos conceituais e palavras. A filosofia pode muito, mas não tudo.
Depois de conhecer o pensamento de J. M. Coetzee em Elizabeth Costello, creio que a verdade, assim como a experiência de ser um morcego ou de ser Beatriz, é possível para quem consegue exercitar sua imaginação simpatizante, submergindo em poesia, ou então para quem não tem medo de olhar fundo e firme nos olhos de alguém, só olhar, e ver o que há por lá. Falando agora sobre isso, uma das versões da capa do álbum Herzeleid (="dor no coração"?) não deixa de ser sugestiva (veja acima, à esquerda)...
Há ainda, para os mais destemidos, a árdua jornada para dentro de si mesmo. Mas, cuidado com as armadilhas, pois a autocondescendência pode sempre levar o desavisado para outra direção, onde os ventos silenciam e grita a ilusão. Ninguém, ninguém mesmo, está imune.
Agora quero viajar com uma de Der Meister, do Rammstein, a que dá o título a este post e que poderia ser traduzida como "a verdade é um coro de ventos".
A imagem do coro de ventos soa muito forte para mim. Primeiro, porque um coro é formado de vozes e vozes dizem coisas. Falam, gemem, protestam. Segundo, porque ela revela o movimento da Natureza em harmonia, algo que se sente e se ouve mas é difícil de descrever exceto em termos de intensidade. A verdade pode ser intensa como um soco no estômago ou um tapa na cara, mas pode ser suave como água morna ou assovio de passarinho. Embora seja sempre verdade, aquilo que É, inevitável. Inescapável como garras de águia.
É verdade que amor é fundamental na vida, É verdade que saudade dói, É verdade que medo não protege ninguém de nada, É verdade que há tanto que aprender... Ninguém precisa me provar nada disso, eu apenas sei.
Há tempos que a filosofia das academias diz ter abandonado a busca da verdade. Hoje, estou inclinada a pensar que a verdade não é e nem pode ser a meta da filosofia, pois não se tem acesso à verdade mediante pensamentos conceituais e palavras. A filosofia pode muito, mas não tudo.
Depois de conhecer o pensamento de J. M. Coetzee em Elizabeth Costello, creio que a verdade, assim como a experiência de ser um morcego ou de ser Beatriz, é possível para quem consegue exercitar sua imaginação simpatizante, submergindo em poesia, ou então para quem não tem medo de olhar fundo e firme nos olhos de alguém, só olhar, e ver o que há por lá. Falando agora sobre isso, uma das versões da capa do álbum Herzeleid (="dor no coração"?) não deixa de ser sugestiva (veja acima, à esquerda)...
Há ainda, para os mais destemidos, a árdua jornada para dentro de si mesmo. Mas, cuidado com as armadilhas, pois a autocondescendência pode sempre levar o desavisado para outra direção, onde os ventos silenciam e grita a ilusão. Ninguém, ninguém mesmo, está imune.

