sábado, 14 de setembro de 2013

Insights cotidianos



Por Rita Foelker

Isso de um pensamento acender dentro da minha cabeça no corredor de um supermercado aconteceu novamente. Significa que a vida não está esperando a gente se sentar de pernas cruzadas e fazer “pranayama” pra dizer o que tem a dizer – embora isso ajude, muitas vezes!
Alguém muito querido disse que não sabe por que eu gosto tanto de mercado, mas o fato é que não gosto. Vou lá em média uma vez por semana, porque não sei resolver o que vou fazer durante o mês. Minha mente funciona por dia e por grupos de sete dias... O restante, anoto em agendas.
Enfim! Eu ia andando com o carrinho pelo corredor e já tinha algumas coisas dentro dele. E foi ali, ao desviar de alguém, que a luz se fez! Foi quando eu percebi que um carrinho de supermercado representava muito bem o que eu sou: um espaço vazio.
Uma estrutura feita para carregar coisas durante suas andanças evolutivas. Para preencher-se do que lhe dá satisfação e nutre. Para ser esvaziada de excessos, de apegos e outras coisas desnecessárias. Mas, no fundo, em essência, eu era apenas essa estrutura.
Uma estrutura que retém coisas que penso e invento, coisas de que rio e lamento, coisas que escolho guardar e depois me desfaço... que considero importantes, até que descarto... E outras que vão ficando...
Um oco. Meu oco rsrsrs. Enfim, eu.
Tudo o que eu fui colocando ali dentro era o que de fato tornava meu carrinho diferente do carrinho ao lado, porque originalmente, tudo é carrinho vazio enfileirado na entrada da loja. O meu, o seu e todos os outros.
Sabe o que isso significou, naquele momento? Alívio. Alívio de tudo o que não preciso mais e posso devolver pra prateleira. Alívio de poder deixá-lo mais leve. Alívio de saber que aquilo tudo que seja peso ou incômodo não pertence a mim, apenas está ali. E pode ser tirado ou modificado.
Sobra alguma coisa lá? Sobra: o aprendizado e o amor aprendido. O suco da experiência.

Bom, isso é só uma metáfora, não tem a pretensão de ser perfeita. Mas serviu pra eu entender muita coisa.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Belas Bolhas

Por Rita Foelker

Bolhas de sabão são belas, coloridas, variadas, brilhantes!

Assim como os pensamentos.

Produzimos pensamentos achamos fascinantes, acompanhamos seu voo, observamos a sua superfície iridescente, comparamos com os outros pensamentos, os nossos e os das outras pessoas...

Mas não se engane: pensamentos são apenas bolhas que tentam compreender – fazer caber! – algum pedacinho da realidade.

E até transformamos alguns desses pedacinhos na nossa realidade!

São, contudo, configurações passageiras, arranjos, “artesanias” mentais. E somente quando elas explodem, na sua fragilidade, começamos a perceber aquilo que realmente É.