
Marie Curie (1867-1934) é muito conhecida por ter sido cientista, por desenvolver trabalhos na área da radioatividade e por ter recebido duas vezes o prêmio Nobel: na primeira vez, em 1903, ela dividiu o de Física com Pierre (seu marido) e Becquerel, por estudos sobre radiação espontânea; na segunda, em 1911, ela recebeu o Nobel de Química sózinha, também por sua pesquisa sobre radioatividade.
Quase ninguém, no entanto, conhece outra faceta dessa mulher ex-tra-or-di-ná-ria que é revelada neste livro, Aulas de Marie Curie, anotadas por Isabelle Chavannes em 1907, que é publicado pela Edusp.
O projeto das aulas fazia parte de uma espécie de cooperativa de ensino. Um grupo de pais resolveu se juntar e levar conhecimento aos seus filhos. Os alunos, alguns dos quais futuros cientistas, guardariam para sempre as recordações dessas aulas.
Diz Yves Quéré no prefácio: Esta mulher dedicada como ninguém à atividade de pesquisa, esta combatente de vanguarda, (...) fizera a aposta de ensinar a física mais elementar que existe, dirigindo-se às crianças e fazendo-as descobri-la por si mesma. (...) Mudança de uma ciência vertical - conhecimentos despejados por um cérebro no outro - para uma ciência horizontal em que a criança, guiada pela mão do adulto, avança sem dificuldade no campo do saber.
Bem entendida, a palavra-chave desta mudança é a passagem à ação, isto é, à experiência.
Marie imaginou um modo prático e divertido de ensinar coisas e as aulas têm títulos instigantes, como "Aula 3, em que se compreende como a água chega à torneira", ou "Aula 10, em que se fabrica um barômetro".
O livro reproduz desenhos e anotações de uma das alunas, Isabelle Chavannes, na época com 13 ou 14 anos, encontradas por um dos alunos na Universidade de Bourgogne.
Eu fiquei e estou indescritivelmente comovida perante esse material sobre uma cientista de tantos méritos, que também entendeu a importância de ensinar ciência às crianças de um jeito prático e eficiente. Amei esse livro, porque ele une duas das minhas paixões, ciência e pedagogia, de uma forma tão especial, que só me resta dizer: você precisa conhecer também!!!
Quase ninguém, no entanto, conhece outra faceta dessa mulher ex-tra-or-di-ná-ria que é revelada neste livro, Aulas de Marie Curie, anotadas por Isabelle Chavannes em 1907, que é publicado pela Edusp.
O projeto das aulas fazia parte de uma espécie de cooperativa de ensino. Um grupo de pais resolveu se juntar e levar conhecimento aos seus filhos. Os alunos, alguns dos quais futuros cientistas, guardariam para sempre as recordações dessas aulas.
Diz Yves Quéré no prefácio: Esta mulher dedicada como ninguém à atividade de pesquisa, esta combatente de vanguarda, (...) fizera a aposta de ensinar a física mais elementar que existe, dirigindo-se às crianças e fazendo-as descobri-la por si mesma. (...) Mudança de uma ciência vertical - conhecimentos despejados por um cérebro no outro - para uma ciência horizontal em que a criança, guiada pela mão do adulto, avança sem dificuldade no campo do saber.
Bem entendida, a palavra-chave desta mudança é a passagem à ação, isto é, à experiência.
Marie imaginou um modo prático e divertido de ensinar coisas e as aulas têm títulos instigantes, como "Aula 3, em que se compreende como a água chega à torneira", ou "Aula 10, em que se fabrica um barômetro".
O livro reproduz desenhos e anotações de uma das alunas, Isabelle Chavannes, na época com 13 ou 14 anos, encontradas por um dos alunos na Universidade de Bourgogne.
Eu fiquei e estou indescritivelmente comovida perante esse material sobre uma cientista de tantos méritos, que também entendeu a importância de ensinar ciência às crianças de um jeito prático e eficiente. Amei esse livro, porque ele une duas das minhas paixões, ciência e pedagogia, de uma forma tão especial, que só me resta dizer: você precisa conhecer também!!!
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