
Domingo descobri na internet o Newton (1795) de William Blake.
Ontem voltei a buscá-lo pra mostrar pro Paulo Henrique e a imagem do quadro se estampou na minha mente. Logo de cara, não enxerguei nada além de um homem nu desenhando no chão com um compasso e me perguntei por que representar Isaac Newton dessa forma.
Pouco tempo depois, porém, estava voltando de Sampa para Jundiaí, olhando a paisagem pela janela do trem, quando uma enxurrada de idéias engoliu meus pensamentos. E em instantes, era como se eu entendesse tudo.
Eram símbolos!!!
A nudez - A autenticidade de ser si mesmo e mostrar-se como é, sem subterfúgios.
O corpo curvado para o chão - A atitude do estudioso humilde que se curva perante a sabedoria insondável manifesta do Universo.
O compasso - A capacidade humana de medir e conhecer o Universo, talvez seja ele a razão, talvez o intelecto, talvez o próprio conhecimento.
O pé direito à frente do esquerdo - O andar reto, seguir pelo bom caminho tanto da moral, quanto da razão.
O desenhar sobre o chão - O conhecimento deve firmar-se sobre a base mais sólida e segura que existe, buscando apoio na experiência e na razão.
O triângulo equilátero formado pelo compasso e a linha traçada no papel - O equilíbrio perfeito de forças presentes no Universo: pode ser Deus, unidade e diversidade; ou Deus, espírito e matéria, ou...
Obs.: Notar que o mesmo triângulo está voltado para cima - A ciência que Newton propõe busca elevar o homem, fazê-lo atingir o seu melhor constantemente, ela aponta para o alto.
O rolo de tecido imitando a coluna jônica, numa referência à arquitetura - Nossos esforços de aprendizado se desenham sobre a perfeita arquitetura das leis universais.
O dedo apontando para a base do triângulo - sem base sólida não há construção segura de conhecimento. Este é o ponto de partida, o chão, e sobre ele se apóiam a ponta seca do compasso e a que desenha; o chão coincide com a linha do desenho que é a base do triângulo, porque o conhecimento deve ter como base a verdade e só a verdade.
Ontem voltei a buscá-lo pra mostrar pro Paulo Henrique e a imagem do quadro se estampou na minha mente. Logo de cara, não enxerguei nada além de um homem nu desenhando no chão com um compasso e me perguntei por que representar Isaac Newton dessa forma.
Pouco tempo depois, porém, estava voltando de Sampa para Jundiaí, olhando a paisagem pela janela do trem, quando uma enxurrada de idéias engoliu meus pensamentos. E em instantes, era como se eu entendesse tudo.
Eram símbolos!!!
A nudez - A autenticidade de ser si mesmo e mostrar-se como é, sem subterfúgios.
O corpo curvado para o chão - A atitude do estudioso humilde que se curva perante a sabedoria insondável manifesta do Universo.
O compasso - A capacidade humana de medir e conhecer o Universo, talvez seja ele a razão, talvez o intelecto, talvez o próprio conhecimento.
O pé direito à frente do esquerdo - O andar reto, seguir pelo bom caminho tanto da moral, quanto da razão.
O desenhar sobre o chão - O conhecimento deve firmar-se sobre a base mais sólida e segura que existe, buscando apoio na experiência e na razão.
O triângulo equilátero formado pelo compasso e a linha traçada no papel - O equilíbrio perfeito de forças presentes no Universo: pode ser Deus, unidade e diversidade; ou Deus, espírito e matéria, ou...
Obs.: Notar que o mesmo triângulo está voltado para cima - A ciência que Newton propõe busca elevar o homem, fazê-lo atingir o seu melhor constantemente, ela aponta para o alto.
O rolo de tecido imitando a coluna jônica, numa referência à arquitetura - Nossos esforços de aprendizado se desenham sobre a perfeita arquitetura das leis universais.
O dedo apontando para a base do triângulo - sem base sólida não há construção segura de conhecimento. Este é o ponto de partida, o chão, e sobre ele se apóiam a ponta seca do compasso e a que desenha; o chão coincide com a linha do desenho que é a base do triângulo, porque o conhecimento deve ter como base a verdade e só a verdade.
Que viagem!
Um comentário:
O Paulo Henrique mandou isso por e-mail:
Não sei se Blake pensou em todos os significados de sua representação de Newton. Como dizia Sócrates, artistas e poetas expressam com clareza verdades que, no mais das vezes, não reconhecem. Todavia, Blake fazia arte que não lhe pertencia, mas a quem a aprecia. E certamente o Espírito Blake deve ficar muito contente quando seus desenhos causam admiração, interesse e... belas viagens filosóficas como a sua, Rita!
Paulo Henrique
Vlw, meu irmão! Bj
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