Pessoas de corpo pequeno devem saber tudo sobre o que há de grande no espírito, e pessoas de corpo grande devem conhecer bem as pequenas coisas do espírito. Tanto aquele de corpo grande como o de corpo pequeno devem ter o espírito reto, mantê-lo imparcial em relação a si próprio. (O livro dos cinco anéis, M. Musashi; vermelho por Rita)
Eu sempre soube que o espelho nunca mente. (Eyes of a stranger, Queensrÿche)
Palavras não vão me fazer cair. (Beautiful, Christina Aguilera)
O livro dos cinco anéis, que já mencionei aqui antes, do ronin Musashi é, sem dúvida, sobre combate e sobre vencer. Mas... o que combater? Quem vencer?
O livro dos cinco anéis, que já mencionei aqui antes, do ronin Musashi é, sem dúvida, sobre combate e sobre vencer. Mas... o que combater? Quem vencer?
Estou certa de que é um livro muito procurado porque se imagina encontrar ali maneiras de vencer numa competição, vencer nos negócios, vencer inimigos... numa palavra, vencer um outro. Mas esta é só a primeira metade da biografia de Musashi, a narrativa de suas vitórias contra os outros.
Quando escreve Go Rin No Sho (O livro dos cinco anéis), sua vida havia adquirido outro sentido, outra prioridade, pela percepção na própria experiência de que não adianta apenas treinar o corpo e vencer o outro, se o espírito não é disciplinado, se não houve vitória sobre si mesmo.
Quando escreve Go Rin No Sho (O livro dos cinco anéis), sua vida havia adquirido outro sentido, outra prioridade, pela percepção na própria experiência de que não adianta apenas treinar o corpo e vencer o outro, se o espírito não é disciplinado, se não houve vitória sobre si mesmo.
Embora pensem ser vencidas pelos outros ou por circunstâncias, o mais comum hoje em dia é as pessoas serem vencidas por sua própria insegurança, por excesso de atenção a comentários alheios desfavoráveis, por verem seus planos frustrados, por perspectivas derrotistas, por se acharem feias, pouco atraentes, incompetentes ou inadeqüadas. Se não resolverem isso tudo dentro de si, como podem pensar em resolver fora?
Isso tb fica muito nítido num de meus filmes preferidos, O Último Samurai. Ali se vê claramente: antes de entrar no combate, o samurai já o viveu inteiro dentro de si mesmo.
Para trabalhar estes conceitos com as crianças, tem um livro excelente que tb já citei aqui: Heróis e guerreiras, quase tudo o que você queria saber, de Heloísa Prieto. Um dos contos fala de Miyamoto Musashi.
"Why am I here? And for how long?" Um verso de Eyes of a Stranger, som que vc ouve num tributo do Black Art ao Queenrÿche, clicando aí embaixo. Why am I here? Para meu combate comigo mesma. Estudando a mim mesma, para saber como agir e vencer. And for how long? Enquanto não encontrar meu verdadeiro oponente e enfrentá-lo.
Discover Black Art!
Discover Christina Aguilera!
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