sábado, 20 de dezembro de 2008

Nas garras de uma águia






By Rita Foelker, after Rammstein





Frases me capturam como águias.
Sinto suas garras afundando
nos meus ombros,
para o alto me levando .
Já fui capturada por frases inescapáveis,
versos de músicas,

frases musicais de Jimmy Page...

A verdade é um coro de ventos.
Um coro é formado de vozes
e vozes dizem coisas.
Falam, gemem, protestam.
Movimento da Natureza em harmonia,
que se sente e se ouve,
difícil de descrever.

A verdade pode ser intensa
como um soco no estômago,
um tapa na cara,
pode ser suave como água morna,
assovio de passarinho,
banho na alma.
Tapa na cara, água morna,
a verdade dói e acalma.

É inevitável.
Como garras de águia, inescapável.
Que amor é fundamental na vida, É verdade,
que saudade dói, É verdade,

que medo não protege ninguém de nada, É verdade ,
que há tanto que aprender...

É tudo verdade!

Ninguém precisa provar nada disso, eu apenas sei.

Há verdade em poesias,
em olhares fundos e firmes,
E ainda, para os mais destemidos,
existe a árdua jornada para dentro de si mesmo,
mas cuidado com as armadilhas,
pois há outra direção,
onde os ventos silenciam e grita a ilusão.
Ninguém, ninguém mesmo, está imune.
Ninguém está imune.
Ninguém.

É inevitável.
Como garras de águia, inescapável.
Que amor é fundamental na vida, É verdade,
que saudade dói, É verdade,
que medo não protege ninguém de nada, É verdade ,

que há tanto que aprender...
É tudo verdade!

Ninguém precisa provar nada disso, eu apenas sei.


É tudo verdade!
Não precisa provar,
eu apenas sei.

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